Haverá sempre questões sobre você. Talvez você mesmo as faça
ou espere que outros te questionem. Talvez você não dê espaço para questões
alheias, se faça escudo. Ou então se prenda em si com suas próprias questões.
Ontem me calei frente a algumas questões. Mas há sempre quem
fale demais (eu inclusive sempre falo) ou sinta-se desprendido por motivo
aleatório (se é que posso chamar assim). Quando usei de minha voz, pareci
ríspido, acuado, com medo. Deveria eu
ter medo? De certo, quando se quer o bem de alguém você sempre tem medo, afinal
pode não haver o bem e o mal se achegar.
Sabemos o que é bem e mal? Uma questão vem pro bem ou para o mal. Há quem se importe com isso? Ou apenas saber é suficiente?
Ah... Me perdi. São questões demais. Não posso dizer que
acordei assustado, afinal nem dormi. Mas temo por mim e por aqueles que amo,
pelas minhas questões, pelas questões a nós feitas e mais ainda pelas respostas
dadas.
Enfim, no meio das questões apresentadas e das respostas dadas, espero que haja amizade,
bondade. Temo, seguro a culpa no colo enquanto torço para que o pior não
aconteça. Se acontecer dirão “Eu te avisei”. Eu também me avisei.
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